Bem vindos!

Com a crescente divulgação sobre a acessibilidade de pessoas com deficiência, observa-se que não está clara a definição daquelas com deficiência auditiva. Aparentemente, está no inconsciente coletivo que todo surdo/deficiente auditivo comunica-se apenas por libras (Lingua brasileira de sinais), o que não é verdade. Surgiu a necessidade da criação desse blog para esclarecer sobre essa minoria "esquecida": os deficientes auditivos oralizados.
Nesse blog, vocês estarão desfrutando as informações sobre vários assuntos relacionados a deficiência auditiva, seja em artigos, comentários entre outros.
Convido vocês, ouvintes e deficientes auditivos, desfrutem das informações aqui postadas para seu enriquecimento social e profissional. Vocês encontrarão espaço para os comentários e perguntas, gostaríamos de contar com a sua participação voluntária, visando a troca de informações e conhecimentos, buscando uma melhor qualidade de vida.
As informações coletadas são importantes para desmitificar a sociedade em relação as pessoas com deficiência auditiva (DA), que aparentemente, tem o prejuízo de sua inclusão social, em função da comunicação, que é importante para as relações interpessoais e intrapessoais.
Levanta-se uma hipótese que a maioria dos indivíduos considera todos os deficientes auditivos iguais, ou seja, generaliza que todos os DA's “não entendem” o que está sendo verbalizado ou escrito, sem mencionar da falta de paciência, palavra, aparentemente, inexistente no vocabulário dos tempos atuais para com esse público.
A qualidade de comunicação entre a sociedade e as pessoas com deficiência auditiva é de suma importância visando a inserção e interação das pessoas com deficiência auditiva no contexto social.
“As únicas limitações reais que as crianças tem são aquelas que lhes são impostas. Assim, as limitações são criadas mais pela família e pela sociedade do que a própria deficiência”. (BUSCAGLIA, 2002). – É o que as pessoas com deficiência auditiva presenciam e sentem no dia a dia, seja com os familiares e com a sociedade. A maioria deles usa os recursos da leitura labial, aprendida e aperfeiçoada no decorrer dos anos e da leitura facial que identificam e codificam os sentimentos e as emoções dos indivíduos, sejam elas positivas ou
negativas, os quais promovem a interação social.
Boa leitura!

16 setembro, 2012

Os deficientes e o ambiente de trabalho


      Estamos chegando ao fim do ano 2012, dizem que é um ano de mudanças. É a nova era em que haverá o despertar da consciência humana visando melhorias em prol de toda a humanidade. É um sonho que possamos deslumbrar um mundo repleto de paz, amor, fraternidade, harmonia, respeito e muita luz! Não é maravilhoso? Ou ainda permaneceremos resistentes às novas mudanças por medo?
     Em recentes artigos relacionados a área de RH, em internet, sobre gerentes, os quais são demitidos por comportamentos, aparentemente, com característica difícil, emocionalmente instáveis e ou sem nenhum traço de liderança. Estes, segundo o mercado de trabalho, estão sendo extintos, já que as empresas querem uma equipe saudável, comprometida e que apresentem resultados visando o crescimento sustentável nos negócios. Me fez que eu escreva esse artigo para a reflexão e o beneficio a todos que trabalham nas corporações, sejam elas, privadas ou públicas.
    Os critérios de escolha por determinadas pessoas para assumir cargos gerenciais são de acordo com a cultura aliada à visão e missão da empresa, seja nacional ou multinacional. Aparentemente, certos itens são cruciais para que os “eleitos” assumam postos de liderança e terem sucesso: é imprescindível gostar de pessoas, sejam (principalmente, o que é impossível, devido a cultura do preconceito enraizada em diversas sociedades, mas porque não procurar conhecer para minimizar tal comportamento?) com deficiência ou não; dedicar-se no autodesenvolvimento e também dos subordinados, preparando-os para assumirem novas responsabilidades; confiança na delegação de tarefas; estar junto com e para os subordinados, entre outros.
    Acredito que é de responsabilidade de todos, a inclusão de pessoas com deficiência nas vagas em aberto, não necessariamente somente as operacionais, e sim em todas as ocupações, uma vez que podemos encontrar pessoas com deficiência qualificadas que podem contribuir no crescimento da empresa.
   Toda troca de experiência entre a liderança (Coordenadores, Chefes, Ge rentes, Gerentes Executivos, Vice-Presidentes e Presidentes) e os subordinados, incluindo as pessoas com deficiência, é de extrema riqueza e ambas partes ganham. Isso é um fato!
   Sem os requisitos necessários, pode provocar uma desestabilização da equipe com consequencias nefastas: desmotivação, absenteísmo, depressão (este leva ao afastamento do trabalho), rotatividades, entre outros fatores gerando custos altos para a empresa.
   E os deficientes, onde é que entram nessa história? Fazem 21 anos, completados em 24 de julho de 2012, que a lei da inclusão está aí para que estes tenham o direito de exercer o seu ofício (de acordo com capacidade, habilidade e potencialidade, incluindo a paixão no que faz) e ainda assim, a maioria das empresas ainda, na pior das hipóteses, não contratam-os e outras, oferecem-os cargos operacionais com salários baixos se comparando aos pares que tem o mesmo cargo e função. Muitos deficientes, como qualquer trabalhador, quando estão sem opção acabam desempenhando esses cargos para poderem ter o seu sustento para a sobrevivência, abrem mão prejudicando a qualidade de vida que outrora teve. Estes são os verdadeiros heróis, porque possuem perseverança e humildade para alcançar objetivos pessoais e profissionais. Lamentável que ainda existem empresas com a mentalidade retrógrada que pensam e afirmam que os deficientes não tem capacidade para executar tais tarefas e quem disse isso? Como mensuraram isso se nunca tentaram contratá-los? Quem garante que o deficiente não tem habilidade, capacidade e potencialidade? Porque não descobrir e ajudá-lo no desenvolvimento profissional (com treinamentos intensos) e a empresa ganha mais um talento? Mais que o óbvio que dentro das mentes humanas está o famoso preconceito (veja este assunto postado nesse blog: http://daoralizado.blogspot.com.br/2012/04/preconceito-uma-reflexao.html) que não admite que uma minoria esteja presente e convivendo com os “normais” dentro da sociedade. De fato, os deficientes percebem isso e não adianta às empresas abafarem casos de assédio moral e de preconceito, cabe a elas encontrarem soluções que beneficiem ambas partes (liderança, colaboradores e trabalhadores com deficiência), evitando futuros dissabores trabalhistas e multas por deficiente não contratado, cujo valor é alto.
     Sem dúvida nenhuma, depende do histórico de vida e experiência de cada deficiente, o qual vai impactar no sucesso do negócio. Atualmente, existe uma minoria deles que possui qualificação profissional, com diploma de ensino superior até de mestrados e doutorados, a qual merece um ordenado mensal que faz jus à sua experiência profissional e igual aos pares de mesmo cargo e função. Há uma minoria de empresas que valoriza os profissionais com deficiência e que pagam bons salários e ainda assim, está longe se equiparado aos pares que exercem o mesmo ofício e função, e pouquíssimos deficientes ocupam cargos gerenciais.
     Li um relato, do site “Vida Mais Livre”, sobre um deficiente físico que sofreu abusos psicológicos, ou melhor, em seu contexto caracteriza-se assédio moral (um nome recente no Brasil e aparentemente, não é tão falada e está crescendo em número de casos, portanto, devido a justiça morosa muitos desistem.) de um gerente que tinha preconceito em relação as pessoas com deficiência, o qual gritava com essa pessoa na frente de todos, xingando e constrangendo-o e não houve nenhuma manifestação por parte de colaboradores contra esse ato insano. O que mais assusta é o “silêncio dos bons” que possibilita esses acontecimentos nas corporações. De que maneira podemos acabar com isso?
     Surgiu-me uma ideia. Sabemos que o processo seletivo é a porta de entrada da empresa, no entanto, para os cargos gerenciais, a área de seleção e recrutamento, ao invés de investigar junto ao departamento pessoal das empresas as quais que o candidato trabalhou, deve solicitá-los os contatos profissionais de todos os subordinados, uma vez que são os melhores indicadores para a decisão na contratação a um cargo de coordenação, supervisão ou gerencial. Deste modo, pode minimizar o erro da empresa em colocá-los nas posições estratégicas. Não sei se alguém parou para pensar nisso. É só uma sugestão.
    “Quanto mais alta a posição de um líder nos campos politico, religioso ou outro qualquer, mais humilde ele deve se ser”. (GOLD, T. Abra sua mente, abra sua vida, um pequeno livro de sabedoria oriental, 2001, p.49).
   Existem poucos líderes que nasceram com excelentes competências, possuem uma incrível auto confiança, carisma, amam estar com as pessoas, ensinam e aprendem com elas, possuem humildade, empatia e desenvolvem os profissionais que reportam a eles, procuram autodesenvolver visando postos mais altos da empresa. Estes fazem a toda a diferença! Contudo, todos ganham, sem dúvida nenhuma, e o ambiente corporativo se torna mais saudável e agradável.
     E aí, como a sua empresa quer em seu ambiente corporativo?

04 agosto, 2012

Molde para aparelho auditivo e seus cuidados

Depois de tanto tempo, volto a escrever para vocês estarem a par das informações que são importantes para todos os que interessam sobre os assuntos relacionados a deficiência auditiva. 
Hoje, eu escrevo sobre o molde do aparelho auditivo. Por que surgiu essa ideia? Eu deparei com pessoas que tem seus familiares com perda auditiva e mencionam que o aparelho auditivo “apita” e estes optam em largar o aparelho auditivo devido ao incômodo do apito. Observo que os fonoaudiólogos que os atendem acabam esquecendo alguns detalhes, como o molde e seus cuidados.
O molde, para quem não sabe, é exclusivo para quem usa aparelho auditivo retroauricular (que fica atrás da orelha) e é feito de silicone transparente que facilita o seu manuseio sem machucar a orelha e ajuda na audição. 


O que muita gente não sabe, é que a nossa orelha muda de formato de ano em ano, isso é devido ao crescimento humano (altura) assim como envelhecimento, pois elas começam a ficar grandes e o molde que foi feito anteriormente, muitas vezes não são adequados em função da mudança anatômica da orelha.
Quando eu devo fazer outro molde para o meu aparelho? Ao perceber que o aparelho auditivo começa a “apitar”, pois o som “vaza” para fora do ouvido, incomodando e interferindo na comunicação com outras pessoas, aí está na hora de trocar do velho por um novo.
Vá a um centro auditivo de sua cidade, seja por indicação de quem usa aparelho auditivo ou por um otorrinolaringologista de confiança, e solicite um molde novo visando na minimização do problema dos “apitos” ocasionados pelo vazamento de sons do aparelho auditivo. 
Além disto, quando ele fica sujo, devido ao acúmulo de cera que se origina dentro da orelha, é interessante limpá-lo com uma escovinha (veja a figura) para retirar os resíduos, evitando doenças como otites entre outros. Seus ouvidos agradecem!
Junto ao molde vem um tubo que liga ao aparelho auditivo, é recomendável trocar a cada 2 meses ou quando ficar duro. Quando a comunicação não esteja fluindo bem, verifique se o tubinho não está duro. É só tocar nele e apertar para averiguar se está mole. No centro auditivo de sua cidade providencia a troca, em geral, não há cobrança pela troca de tubo.
É isso pessoas, mais uma informação importante para a durabilidade de seu molde, visando a audição adequada e agradável com os seus amigos, familiares e outros indivíduos.
As empresas especializadas na comercialização de aparelhos auditivos também confeccionam moldes para quem não quer molhar os ouvidos na piscina, no chuveiro, no mar, etc. Existem em várias cores para todos os gostos e necessidades, conforme figura a seguir.



Beijos a todos.

24 maio, 2012

Pessoas com deficiência podem ser beneficiadas na restituição do IR

Vejam que legal!!!!
Deus esteja no lado das pessoas com deficiência e que esse projeto tenha a aprovação por unaminidade!
Segue o link e boa leitura!
Estamos na torcida para que aconteça em prol das pessoas com deficiência!
Abraços a todos!

13 maio, 2012

Interação Social dos Deficientes Auditivos

   No desenvolvimento de uma criança, é necessário e importante a estimulação externa, principalmente dos pais, preparando-a na identificação dos sons, das imagens, das diferentes texturas de objetos, os cheiros, visando a independência social.
    Em princípio, os bebês ouvem e reproduzem os sons e as palavras, que ocorrem dentro do núcleo familiar e posteriormente no ambiente externo. O seu cérebro processa, identifica e codifica as diversas palavras, sons masculinos, femininos, os sons de diversos animais, agudos e graves, etc. As primeiras palavras iniciam a ser pronunciadas por volta de 11 meses, como “mamãe”, “papai”. 
    As crianças que nascem surdas, como fica? Pararam para pensar a situação dessa criança no contexto familiar e social? De fato, é um choque para a família ao receber a noticia que o bebê nasceu com algum comprometimento auditivo e atravessa períodos difíceis, principalmente emocionais. Muitas vezes, as famílias ficam desestruturadas. Se for bem orientada por um profissional da área da saúde, a família procurará recursos que poderá ajudar a criança no seu desenvolvimento de sua capacidade máxima, segundo a Declaração de Salamanca, de 1994. Sem dúvida nenhuma, que os genitores, após da aceitação do filho com deficiência, ficam preocupados com a aceitação social e independência financeira no futuro dele.
     É importante que os pais procurem o foco no filho e não na deficiência, e se houver rejeição, não conseguem amá-lo, deste modo atrasa o desenvolvimento da criança. Na maioria dos casos, escondem da sociedade, colocam a criança em uma escola especial, tratando-a como incapacitada. O preconceito atinge em todas as camadas sociais em relação as pessoas com deficiência, fruto de desconhecimento das possibilidades e recursos para ajudá-las no seu desenvolvimento visando a interação social e posteriormente, profissional, afetiva, etc.
     “A deficiência auditiva é entendida como um tipo de privação sensorial, cujo sintoma comum é uma reação anormal diante do estimulo sonoro” (Gagliardi & Barella, 1986 apud Britto e Dessen, 1999). A classificação varia de acordo com o grau de perda e a intensidade.
    Mais que óbvio que a interação social se dá por meio da comunicação, um fator importantíssimo do contato da criança com deficiência auditiva com o mundo, um fato crucial para a adaptação e sobrevivência, a qual as pessoas trocam ideias, opinam, informam, interpretam, etc. A falta de estímulos sensoriais provoca o isolamento do sujeito com deficiência auditiva da comunidade em que vive e dificulta a compreensão aos fatos que ocorrem ao redor dela.
    Quando mais cedo descobrir a surdez do bebê, melhores serão as chances de ele desenvolver a linguagem verbal que facilitará a evolução linguística mais tarde. O nível dessa linguagem é equivalente a uma criança ouvinte. E terá uma boa interação na sociedade propiciando uma vida ativa, participativa e independente.
     Segundo Sacks, em seu livro “Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos”: “Pode-se debater se a surdez é ou não preferível à cegueira quando adquirida não muito cedo na vida; mas nascer surdo é infinitivamente mais grave do que nascer cego pelo menos de forma potencial. Isso porque os que tem surdez pré-linguística, incapazes de ouvir seus pais, correm o risco de ficar seriamente atrasados, quando não permanentemente deficientes, na compreensão da língua... E ser deficiente na linguagem, para um ser humano é uma das calamidades mais terríveis, porque é apenas por meio da língua que entramos plenamente em nosso estado e cultura humanos, que nos comunicamos livremente como nossos semelhantes, adquirimos e compartilhamos informações...E de fato, podemos ser tão pouco capazes de realizar nossas capacidades intelectuais que parecemos deficientes intelectuais.” (p. 22). De fato!
    A criança com deficiência auditiva, quando não estimulada, tem os seus direitos negados pelos seus pais, família e ou sociedade, acaba sendo identificada como deficiente mental.
Muito triste essa realidade que podemos encontrar casos assim!
    Se vocês depararem crianças com deficiência auditiva, encarem-nas como pessoas e se puderem, ajudem os pais na orientação do desenvolvimento delas. Você fará um bem a elas construindo um futuro feliz e repleto de realizações. Afinal, todos temos sonhos na vida, não é?
Referências Bibliográficas
1. Brito, A M. W. De; Dessen M. A . Crianças surdas e suas famílias: um panorama geral, Psicol. Reflex. Crit. V12 n.2; Porto Alegre, 1999.
2.Stampa, M. Aprendizagem e desenvolvimento das habilidades auditivas: entendendo e praticando na sala de aula. Rio de Janeiro: Wack Editora, 2012.
3. Sacks, O. Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

20 abril, 2012

Amplificador de telefone para DA's

Quem não consegue ouvir direito no telefone durante a conversação, segue uma dica para aquisição de um amplificador de telefone que é pequeno e não ocupa espaço, conforme a foto e o prospecto deste produto que segue abaixo.

Aqui no Brasil, os amplificadores especiais para os deficientes auditivos custam entre R$ 170,00 e R$ 350,00, das marcas pesquisadas: Widex, Audibel e Microssom, são as quem possuem equipamento a esse público. Preço bastante salgado para um deficiente auditivo que já gasta com pilhas ( nºs 10, 13 ou  675, de acordo com o modelo de aparelho), manutenção e conserto (se houver) do aparelho auditivo e acessórios necessários para ter a durabilidade e qualidade de audição. Afinal, é um investimento muito alto  visando a interação e inserção do DA na sociedade.

Qual é a solução?  Esse produto é dos Estados Unidos, caso você estiver interessado em adquirí-lo e souber de alguém que vai viajar para lá, peça a essa pessoa trazer para você, não ocupa na bagagem, a embalagem mede aproximadamente 20cm por 15cm. Custa em média R$ 45,00, quando está em oferta. É interessante fazer uma pesquisa antes de comprar.

É de grande valia e ajuda nos tempos atuais, já que as grandes metrópoles estão cada vez mais barulhentas, acabando com a nitidez e a qualidade de sons no telefone, prejudicando a comunicação.

Você vai gostar!

Boa sorte!


   
MARCA: CLARITY
Endereço: 4289 Bonny Oaks Drive - Chattanooga, TN - 37406
Telefone: 1-800-426-3738
  

17 abril, 2012

Relógio despertador especial

O relógio despertador, da marca Lauden, importado pela empresa Koller & Sindicic Telecomunicações e Tecnologia Ltda., é destinado a pessoas com deficiência auditiva e surdos.

O que ele tem diferente dos demais despertadores?

Como a maioria dos deficientes auditivos não escutam sons sem o aparelho auditivo, esse despertador quando acionado o horário do alarme, ele vibra.

A vibração não assusta mesmo quando temos sono leve. Quem tem sono pesado, acredito que deve-se colocar dois, pois eu conheço uma moça deficiente auditiva me contou que não consegue acordar somente com um. Ela coloca um na barriga e o outro debaixo do travesseiro, deste modo, ela se levanta da cama.

É confiável, o importante é ler as instruções com atenção para que tenha o sucesso com esse equipamento e não ocupa espaço.

Se quiserem conhecer mais sobre o produto, segue o site da empresa: Assim, não chegaremos atrasados aos compromissos

É só uma sugestão.

Bons sonhos!

08 abril, 2012

A importância de adquirir um bom aparelho auditivo.


Aos ouvintes que não conhecem aparelho auditivo segue a ilustração extraída da marca Phonak, para terem uma ideia de como é. Alguns desses modelos são colocados atrás da orelha e ligados a um molde no ouvido, outros são inseridos dentro do ouvido. Depende do grau de perda auditiva e das necessidades da pessoa com deficiência auditiva é que vai ajudar a ter uma boa comunicação com outras pessoas.



Se você tem interesse em adquirir um bom aparelho auditivo, seguem as dicas, segundo a minha experiência.
Na atualidade, existem aproximadamente 15 marcas de aparelho auditivo, segundo a fonte que recebi de uma fonoaudióloga. As conhecidas são: Phonak, Widex, Audibel, Danavox, Microssom, Telex, Bernafon, etc. Qual delas devo usar?
 
Primeiro: é interessante que procure uma fonoaudióloga, que poderá auxiliar na escolha de um bom aparelho auditivo, uma vez que elas trabalham para algumas ou várias marcas, isso facilita na escolha de um bom aparelho auditivo. De acordo com a audiometria para saber qual o grau de perda de audição é que vai determinar o tipo adequado de aparelho. Não esqueça de seu orçamento que é um compromisso que você pode pagar.
Segundo: é importante saber o estilo de vida que você leva, porque são várias marcas e modelos para serem experimentados e definidos pela fonoaudióloga (baseado no resultado da audiometria) para a definição de um modelo adequado para você. Por exemplo: se fica mais tempo em casa, vai em reuniões sociais (casa de amigos, baladas, etc), atende ao telefone e ao celular, dirige automóvel, escuta rádio e televisão, faz esportes ou ginásticas entre outros. Não esqueça de informar à fonoaudióloga.
Terceiro: durante o teste do aparelho auditivo (se a fono indicou 3 aparelhos, por exemplo, então, experimente uma semana cada um deles) para sentir e ouvir sons, procure escutar os variados sons, seja televisão, celular, telefone fixo, voz feminina e masculina, ambientes sociais e barulhentos (shoppings, restaurantes, festas, etc). Anote tudo o que você percebeu, principalmente no que tange ao manuseio do aparelho auditivo (troca de pilhas, troca de programa – microfonia e telefone, aumento ou diminuição de volume, colocar ou tirar o aparelho do ouvido, duração da pilha), isso facilita para a posterior comparação dos aparelhos experimentados e na escolha certa de um deles facilitando a sua comunicação com outras pessoas no seu dia-a-dia. Não se esqueça de anotar a marca, o modelo e a data de experiência!
 
IMPORTANTE: Se você usa bastante telefone fixo, procure saber se o aparelho auditivo tem o programa de telefone. O que isso significa? Quando esse programa é acionado, você só escuta o telefone e os sons ao seu redor são neutralizados. Caso tiver barulho ao seu redor, dificulta escutar a pessoa no telefone e atrapalha a conversação. Recentemente, tive a infeliz experiência que só me informaram, após a venda, que o meu aparelho auditivo adquirido (marca "X") não possui esse dispositivo e me atrapalha muito, já que é um recurso bastante útil para a minha interação e comunicação ao telefone, uma vez que estava acostumada com essa marca.  O meu aparelho antigo tinha esse recurso e de repente essa empresa resolve tirar esse maravilhoso dispositivo, um cúmulo! Segundo a informação que recebi de várias fonoaudiólogas, a empresa acabou com esse recurso.  Foi uma quebra de confiança e fidelidade, no entanto, já investiguei outras empresas e defini a próxima compra. Antes de optar por algum aparelho e se você acha que é importante não ouvir sons ao redor de onde está falando pelo telefone, questione a empresa se tem, caso contrário, não compre, porque é um investimento de longo prazo.
Sem dúvida nenhuma, que o aparelho auditivo é um amplificador de som, não se assuste ao usar pela primeira vez, tente diminuir o volume do próprio aparelho ou use por algumas horas por dia.
Ultimamente, os ruídos estão excessivamente altos que provocam estresse e já houve mortes de pessoas na Europa devido a essa problemática. (Veja o artigo postado no mês de Fevereiro/2012 sob o titulo “Poluição sonora” e “Atenção aos limiares auditivos”). A vantagem que o deficiente auditivo tem é quando os sons incomodam, estes tiram aparelhos auditivos e não escutam! Claro, vai depender do grau de surdez já explicado no artigo postado em fevereiro sob o titulo “O que é deficiência auditiva”.
Depois que adquiriu o aparelho auditivo e está feliz com ele, siga as orientações sobre “cuidados com aparelho auditivo”, postado em fevereiro de 2012.

Boa sorte!

Preconceito: Uma reflexão


Na maior parte de minha vida,  convivo com as pessoas ouvintes, isso me permite que desenvolva novos vocabulários e convívio social de forma agradável, e também com as pessoas com deficiência, em sua maioria os auditivos, não raro, ouço os comentários destes últimos que sentem na pele os preconceitos que sofrem da sociedade brasileira. Observo que é cultural e de longa data.
Procurando em literaturas sobre o preconceito, por meio da internet e livros históricos, notei que em nível mundial, mesmo com os avanços tecnológicos que auxiliem os deficientes visando o desenvolvimento da capacidade máxima, o preconceito perpetua em todas as sociedades.  
O que é preconceito? É um “juízo” preconcebido sobre um assunto, pessoa, raça, religião, cor, etc, os quais não conhece e nem sequer o indivíduo quer aprofundar, cria estereótipos generalizados. (Wikipedia). Segundo Crochik apud Silva e Liborio (2005), relaciona o preconceito com a formação, especialmente quando esta última contribui para a constituição da pessoa predisposta ao preconceito. A palavra preconceito já existia em obras de Theodor W.Adorno e Sigmund Freud, os quais foram fundamentais para o entendimento dos comportamentos de preconceito. 
Adorno (1940) dizia que a 'pessoa autoritária justifica racionalmente o seu preconceito contra minorias, ou seja, os afetos são racionalizados”(Silva e Libório, 2005, p. 17). Ao passo que os não autoritários argumentam em defesa das minorias e possuem afeto para com elas. Já para Freud, o sujeito 'predisposto ao preconceito, é a própria negação da identificação com o alvo hostilizado' 
Para Adorno, o preconceito é onde “reside os conflitos individuais, provocados pela sociedade, que precisam de um objeto externo sobre o qual o individuo projeta seus desejos, negando-os mais uma vez em si mesmo”. (Silva e Libório, 2005, p. 25). O ódio e o medo são sentimentos mais fortes que o amor em pessoas autoritárias e o inverso ocorre em sujeitos não autoritários.
 Ao longo da história da humanidade, o preconceito e o estigma sempre andaram juntas, as quais a sociedade determina atributos depreciativos ou aceitáveis, dependendo do contexto cultural e históricos específicos.  
Faremos uma retrospectiva histórica sobre esse assunto. Na Idade Antiga, as pessoas com deficiência eram o sinal de algum mau presságio e castigos dados pelos deuses, demônios ou demais seres sobrenaturais às famílias. Na Grécia antiga, os deficientes eram dados como oferendas aos deuses ou abandonados a própria sorte em função da ideologia do ideal da perfeição humana. Na Roma antiga, os deficientes auditivos e os mentais graves não eram considerados cidadãos devido à falta da capacidade de falar que era considerado um atributo fundamental para alcançar a plenitude dos direitos sociais.  
Na era pré-cristã, as pessoas com deficiência eram maltratadas e negligenciadas, sofriam castigos físicos, não tinham direito a higiene, saúde e segurança, eram escravas de trabalhos rudes que punham em risco de sua saúde, eram segregadas e ou abusadas sexualmente.  
A situação dessas pessoas com deficiência começou a melhorar com a difusão do cristianismo sobre a caridade para com as pessoas excluídas, resgatando-as e incluídas socialmente.  
No século XVII, sob influência da filosofia iluminista, a população acreditava na justiça e igualdade, e a pessoa com deficiência passou a ter cuidados especiais. Em 1784, fundado por Valentin Hauy, a primeira escola para deficientes visuais e Louis Braille (1809-1952) propôs um inovador e eficiente método de leitura e escrita para essa população, é o que conhecemos o alfabeto Braille que leva o seu nome.  
Para os deficientes mentais, Seguin (1812-1880) desenvolveu atividades pedagógicas especiais. Nos EUA, Thomas Hopkins Gallaudet (1787-1851) provou que as crianças com deficiência auditiva podem aprender a comunicar-se, soletrando e fazendo gestos com os dedos e funda uma universidade que leva seu nome, especial para os surdos que apenas se comunicam com a linguagem dos sinais.  
No século XX, Esquirol e Philipe Pinel conseguem estabelecer uma diferença entre deficiência mental e doença mental, sendo que o primeiro é relacionado ao déficit cognitivo e o segundo é caracterizado como desorganização psíquica. 
Sassaki (1997), apud Silva e Libório (2005), percebe que não apenas os deficientes apresentam melhoria de vida com os recursos das escolas especializadas, é necessário que estas sejam inseridas na sociedade e ter a vida como qualquer cidadão que era a proposta original: integrando-as em escolas comuns, uma vez que a escola especial é segregadora, segundo seu ponto de vista.  Essas escolas começaram a criar turmas especiais e salas de recursos visando atendimentos individualizados com o objetivo de integrar as pessoas com deficiência na escola e na comunidade.  
Só que, mais tarde, a comunidade acadêmica observou que isso não era suficiente, já que o preconceito e a discriminação ainda predominam na população que são os empecilhos para a verdadeira participação social das pessoas com deficiência. Somente uma pequena parcela dessa minoria deficiente, aqueles com grau leve, alcançaram bom nível de competência, os quais superaram barreiras físicas e atitudinais existentes na sociedade. (Silva e Liborio, 2005).  
Nos anos 80, os pesquisadores notaram que é a sociedade que deve adaptar às pessoas com deficiência e não o contrário, segundo Sassaki (Silva e Libório, 2005), isso é a verdadeira inclusão e inserção.  
Agora, reflitam. A sociedade, seja qual for, é controlada por ideias estereotipadas, seja da mídia e outros, predomina-se o medo em não ser aceito,  se não se aderir às propostas impostas para manter o monopólio e poder, as pessoas são fatalmente excluídas. Será que o controle é bom? Depende do contexto, se for para o lado destrutivo, é péssimo e se for construtivo, é bom.  
Uma coisa é certa: controle, imposição e chantagem emocional não são atos de amor e sim, de violência.
Que tal praticamos mais o amor, tolerância e paciência para com o seu semelhante, inclusive as pessoas com deficiência auditiva? 
Sem dúvida nenhuma que os deficientes auditivos, por terem mais sensibilidade, percebem tudo o que se passa ao seu redor. Sabem codificar, por experiência de vida, as emoções nos rostos das pessoas, sejam elas próximas ou não, ao mencionar aos sujeitos as suas percepções, na maioria dos casos, estes enganam dizendo que não é nada disso. Ledo engano! Não há dúvidas, dependendo do contexto, acaba com a confiança no relacionamento com as pessoas com deficiência auditiva, já que na maioria dos casos tiveram infância difícil por conta da deficiência.  
Contudo, vamos nos olhar para dentro, ver quais bons atributos temos e procurar praticar atos que beneficiem a todos, inclusive às pessoas com deficiência para que seja inseridas e aceitas socialmente.  
Deste modo, todos ganham.
Reflitem!
______________ 
Fontes:

22 fevereiro, 2012

Artigo 27 - Trabalho e emprego

Segue na integra o artigo 27 - Trabalho e emprego extraído da Cartilha de convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência. (Brasília - Setembro de 2007) e promulgado pelo Presidente Lula em 25 de agosto de 2009 sob o decreto nº 6949. 

1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência ao trabalho, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas. Este direito abrange o direito à oportunidade de se manter com um trabalho de sua livre escolha ou aceitação no mercado laboral, em ambiente de trabalho que seja aberto, inclusivo e acessível a pessoas com deficiência. Os Estados Partes salvaguardarão e promoverão a realização do direito ao trabalho, inclusive daqueles que tiverem adquirido uma deficiência no emprego, adotando medidas apropriadas, incluídas na legislação, com o fim de, entre outros:
a. Proibir a discriminação baseada na deficiência com respeito a todas as questões relacionadas com as formas de emprego, inclusive condições de recrutamento, contratação e admissão, permanência no emprego, ascensão profissional e condições seguras e salubres de trabalho;
b. Proteger os direitos das pessoas com deficiência, em condições de igualdade com as demais pessoas, às condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo iguais oportunidades e igual remuneração por trabalho de igual valor, condições seguras e salubres de trabalho, além de reparação de injustiças e proteção contra o assédio no trabalho;
c. Assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer seus direitos trabalhistas e sindicais, em condições de igualdade com as demais pessoas;
d. Possibilitar às pessoas com deficiência o acesso efetivo a programas de orientação técnica e profissional e a serviços de colocação no trabalho e de treinamento profissional e continuado;
e. Promover oportunidades de emprego e ascensão profissional para pessoas com deficiência no mercado de trabalho, bem como assistência na procura, obtenção e manutenção do emprego e no retorno ao emprego;
f. Promover oportunidades de trabalho autônomo, empreendedorismo, desenvolvimento de cooperativas e estabelecimento de negócio próprio;
g. Empregar pessoas com deficiência no setor público;
h. Promover o emprego de pessoas com deficiência no setor privado, mediante políticas e medidas apropriadas, que poderão incluir programas de ação afirmativa, incentivos e outras medidas;
i. Assegurar que adaptações razoáveis sejam feitas para pessoas com deficiência no local de trabalho;
j. Promover a aquisição de experiência de trabalho por pessoas com deficiência no mercado aberto de trabalho;
k. Promover reabilitação profissional, manutenção do emprego e programas de retorno ao trabalho para pessoas com deficiência.
2. Os Estados Partes assegurarão que as pessoas com deficiência não serão mantidas em escravidão ou servidão e que serão protegidas, em igualdade de condições com as demais pessoas, contra o trabalho forçado ou compulsório.